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Encontre as palavras

Ela me contando a historinha: __ Aí ele me empurrou e doeu porque ele é gordinho. __ Não chama as pessoas de "gordinhas", "gordinhos". Dois segundos pensando... __ Aí ele me empurrou e doeu porque ele é pesado. Como eu queria ter essa capacidade de encontrar palavras tão rápido. }

Porque sim!

Uma missão estudar com ela. Mil salves, mil vivas para os professores e intérpretes em Libras que a acompanham, porque olha...Ontem apresentei a ela um texto pra fixar o som do C, que está sendo trabalhado com a fono, e os sinais de pontuação. Achei o "Cadê?" do Guto Lins, inspirado em uma parlenda. E ela começou a ler. "Cadê o ratinho que estava aqui? O gato comeu. E cadê o gato? O cachorro mordeu." (Pausa. Pensando) - Por que o cachorro mordeu o gato? Ele correu? - Não sei, continua. "E cadê o cachorro? O dono prendeu." - Por que o dono prendeu o cachorro? - Porque sim, filha, continua. - Porque ele mordeu o gato, né? E o gato foi pra onde? (Pausa minha/suspiro profundo/risadinha porque ninguém é de ferro) "Cadê o dono? Foi pescar. Cadê o peixe? Uma onça pegou. Mas cadê a onça? Foi pro mato. Cadê o mato? O fogo queimou E cadê o fogo? A chuva apagou. Cadê a chuva? O boi bebeu. E cadê o boi? [...]". A história terminou. E...

Maternidade compulsória

Depois de algum tempo sem dar as caras pelo blog, resolvi postar este texto publicado no site da revista Época desta quarta. Vale a reflexão. Boa leitura. http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/08/bnao-sou-uma-mae-piorb-porque-meu-filho-mora-com-o-pai.html

Excesso de falta

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Blog temporariamente desatualizado por absoluto excesso de atividades maternais e extra-maternais. Quando penso em estar ocupada, preocupada, cansada, eu lembro desses dois. Aí, pego minha trouxinha e sigo. Abraços em todas e todos. Gostaria de dar o crédito, mas não sei de quem é a autoria da imagem. Seja quem for o autor é linda. 

Profissional multitarefas

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- Não é um trabalho qualquer. É, provavelmente, o trabalho mais importante!, anuncia o entrevistador.  É tudo ficção. Pelo menos a vaga para o emprego. A descrição do serviço é real, posso atestar. Há uns dias vi esse vídeo compartilhado no Facebook. É curioso, engraçado e assustador. Pelo menos assim foi pra mim. Na correria, na pressa em fazer, em dar conta da tarefa, não percebemos que ser mãe é fazer tudo isso aí. São ações automáticas. Claro que não são automatizadas. Tem amor, carinho, dúvida, raaaaaivaaaa...rs...rs. Menino dá raiva mesmo, muitas vezes. Tira a gente do sério e não podemos pedir férias quando queremos e muito menos demissão. Ser demitido, então, é o terror. Nem pensar!  Como damos conta, hein? Nem sei explicar. Alguém saberia? E ao final do dia fica aquela sensação de 'déficit'. Hoje fiz tantas mãezices que quase não sobrou tempo para o que eu poderia fazer "por mim mesma". A enorme lista só desta sexta incluiu levar e trazer da escola...

Parto violento: mais comum do que podemos imaginar

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No momento da vida em que nós estamos experimentando sentimentos e sensações desconhecidos e misturados, tudo do lado de fora deveria conspirar para que nosso interior se acalmasse. Mas na grande maioria das vezes não é isto o que acontece.  Comigo aconteceu assim, uma bagunça. Me preparei psicologicamente para que fossem partos naturais e os dois foram cesáreos. Cada um com seu motivo. No primeiro, já perdendo líquido, cheguei assustada e sequer fui orientada. Ao contrário, fui humilhada, ignorada, por técnicas de enfermagem e enfermeiras da maternidade do Hospital Santa Juliana. Ouvi piadinhas do tipo "na hora de fazer não reclamou" e "agora não adianta chorar". Oito horas depois e sem nenhuma dilatação o médico Eduardo Hadad, graças a Deus, me salvou e salvou meu filho após me examinar e decidir pela cesariana. Mesmo com toda a situação, lembro do tom de indignação dele por ter sido avisado tão tarde pela enfermagem. Ele nem sabe, mas sou grata até hoje por ...

Mãe de um, mãe de cem

Minha mãe teve sete filhos. Não consigo fazer ideia, sinceramente não consigo mesmo, de como ela dava conta. Como se dividia em tantas atenções. Eu com dois quase me desfaleço no dia a dia com as grandes miudezas de cada ser. Não há divisão. Somos mães por inteiro de cada um dos filhos. Por isso é que me causa espanto uma mãe para tantos. Hoje sei que Deus vai capacitando, dando o suporte emocional e espiritual para atender as demandas, mas não é nada fácil como sabemos. Nas urgências, nos momentos em que é preciso dar atenção mais a um que a outro muitas vezes dá uma certa culpa. Pequena, mas dá. Outras mulheres não conseguem se perdoar tão facilmente. O fato é que todos aprendem. Os filhos aprendem a ceder, a ser menos egoístas. As mães aprendem tanto também.  E você, como divide sua atenção com seus filhos?